quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Perimetral: obras de pavimentação estão em processo de licitação

Obra de asfaltamento na RS 040 ligação entre a RS 463 (Tapejara-Coxilha) e a RS 467 (Tapejara – Ibiaçá) está próxima de ser concretizada segundo informações do prefeito Municipal, Seger Menegaz (PMDB), no dia 31/12 foi publicado no Diário Oficial convênio entre a Prefeitura Municipal e o Estado através do Daer – Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem.
A obra orçada em R$ 4,7 milhões tem cronograma previsto de 24 meses para execução desde março de 2009 estão sendo intensificadas as reivindicações junto ao Daer para a liberação de recursos para as obras da Perimetral. São 4,8 km de estrada que necessita de estrutura para o trânsito de caminhões pesados.
Segundo Menegaz, “o trânsito de caminhões é intenso na região, são aproximadamente 1.500 veículos por dia”.
Conforme informações 80% do investimento serão de recursos Estaduais e o restante municipal. “Entendemos que é um projeto grande que envolve muitas outras obras, como a terraplenagem, algumas mudanças na topografia da estrada, sistema de canalização em certos trechos e a utilização de asfalto quente” – esclareceu Menegaz.
Dentre as justificativas para a obra está a segurança no trânsito já que atualmente o tráfego de caminhões pesados é feito através de desvio na Via Alternativa no centro da cidade.
O projeto já foi aprovado no Daer e está em processo de licitação.

Atleta de Tapejara recebe prêmio Brasil Olímpico

Valéria Schmidt, jogadora de futsal da Unochapecó foi considerada a melhor atleta universitária do país, em 2010. Ela foi indicada pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) para receber o Prêmio Brasil Olímpico (PBO) na categoria Melhor Atleta Universitária 2010. A cerimônia de entrega do Prêmio, promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), foi realizada no dia 20/12, no Rio de Janeiro (RJ).
Valéria Schmidt, de 22 anos, participou da conquista do bicampeonato mundial universitário de futsal, na Sérvia, em agosto do ano passado. A fixa foi eleita a melhor jogadora do Mundial. Em 2008, Valéria também vestiu a camisa da seleção brasileira na conquista do primeiro título mundial. “Tive a felicidade de jogar e ser a capitã das conquistas em 2008, no Brasil, e agora ser ‘bi’ na Sérvia. E encerrar o ano com estes prêmios foi ainda melhor”, destaca.
A atleta também comemorou a medalha de ouro nas Olimpíadas Universitárias – JUBs 2010, em Blumenau (SC), pela equipe da Unochapecó e o tricampeonato da Liga Futsal Feminina com a UnoChapecó/Nilo Tozzo/Aurora, entre outras conquistas da temporada.
Trajetória da jogadora
Valéria Schmidt começou a jogar futsal com 14 anos. Antes disso, desde os 7 anos, jogava futebol de campo com os meninos da escolinha do professor Orlei Moresco. Quando criança ela sempre pedia bolas de presente, diferente do que normalmente uma menina pede. “Sempre brincava com meus primos e a partir daí cemecei a ir na escolinha e gostar mesmo da modalidade”, explica.
A atleta conta que sempre encontrou barreiras, principalmente na infância quando não era visto como “normal” uma menina jogar entre os meninos. “Mas a partir do momento em que a bola rolava, as opiniões mudavam”, completa. Valéria conta que dentro do futsal, por ser uma modalidade não olímpica atualmente, é bastante difícil ser reconhecido como merece, mas acredita que já ocorreu uma grande melhora, e garante que isso é só o começo de tudo de bom que o esporte pode trazer.
Valéria já atuou, nos anos de 2004 e 2005, pela Unesc de Criciúma; em 2066 e 2007 pela UNC de Caçador; e nos últimos três anos pela Unochapecó, de Chapecó. Este ano ela renovou contrato com a equipe. A jogadora sonha com o momento em que o futsal se torne uma modalidade olímpica porque assim os atletas ganharão reconhecimento maior, tanto na categoria masculina quanto feminina. “Mas percebo que muitas pessoas já reconhecem a evolução do futsal feminino e tornam-se fãs a partir do momento em que têm a oportunidade de assistir um jogo de alto nível”, disse.
A rotina de Valéria inclui treino de musculação três manhãs por semana, aulas na faculdade de Educação Física a tarde e duas horas de treino no início da noite, de segunda a sábado.
A atleta saiu de Tapejara há mais de seis anos e não tem planos de voltar em breve, pois a cidade ainda não disponibiliza de estrutura para manter uma equipe feminina de futsal e o sonho da jogadora é disputar as Olimpíadas pelo Brasil. “Mas esta terra mora no meu coração e pretendo um dia retornar para desfrutar de bons momentos por aqui”, salientou.
Valéria destaca o orgulho que sente por ter recebido o prêmio Brasil Olímpico. “Foi um momento inesquecível, poder estar lá com vários ícones do esporte brasileiro é uma honra. Gostaria de dedicar esta conquista a todos os tapejarenses que me apoiaram desde o começo de minha trajetória no esporte”, finaliza.

Seger é eleito Prefeito do Ano na região

O instituto Lider Comunicação realizou uma pesquisa estadual dividida em 27 regiões no período de 27/09 a 08/10 do ano passado com o objetivo de apontar os responsáveis pelo executivo dos municípios gaúchos que melhor trabalharam em 2010.
O prefeito de Tapejara, Seger Menegaz (PMDB) apontado como o Prefeito do Ano na região por ter melhor desempenhado suas funções junto à administração pública em 2010.
“Essa distinção vem somar não somente para mim, enquanto prefeito, mas também é mérito de toda a população tapejarense, no que se refere ao espírito empreendedor, na busca por seus objetivos. Esse prêmio servirá como motivação para prosseguir trabalhando em prol da comunidade e na busca por mais recursos para obras e projetos importantes ao município”.

Um final feliz para Everaldo

Na edição passada contamos a história do menino Everaldo Nunes de 11 anos que reside na Vila Treze de Maio, em Tapejara. Everaldo pedia um cesta de Natal com doces em uma cartinha endereçada ao Papai Noel.
O Natal passou e retornamos a casa de Eve. Recebemos a boa notícia de que sua mãe estava trabalhando em uma empresa de chocolates. Ao ser indagado sobre o que o Papai Noel havia trazido, os olhos do menino se entristeceram e apenas acenou negativamente com a cabeça o semblante refletiu a tristeza por não ver seu sonho realizado.
Mas a visita da equipe de reportagem no Novo Tempo era para levar uma boa surpresa à família, antes mesmo da história de Everaldo ser contada já haviam pessoas dispostas a ajudar a tornar o Natal deles mais feliz.
A AFP – Associação dos Funcionários da Plasbil doaram 01 cesta de alimentos e roupas, que foram arrecadados em um torneio interno de futebol e a Pietrobon Alimentos doou as cestas com doces para as 06 crianças.
A correria do cotidiano às vezes nos faz não ter tempo para atitudes simples, como ajudar a quem precisa, no entanto ver a felicidade nos rosto de uma criança e a satisfação de poder fazer a diferença transcende todas as nossas desculpas mais modernas. O NT agradece aos que colaboraram para tornar o sonho de Everaldo uma realidade, principalmente a diretoria da AFP e a Pietrobon Alimentos.

Educadora recebe prêmio Alfabetização 100%

No dia 17/12, o Geempa (Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação) outorgou o Prêmio Alfabetização 100% aos docentes que neste ano letivo ensinaram a ler e escrever todos os alunos de sua turma. Foram agraciados cerca de 105 professores pertencentes a 80 escolas. A educadora tapejarense Maria de Fátima Rodrigues Daré, recebeu o prêmio em Porto Alegre, no Teatro São Pedro.
Maria de Fátima é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em alfabetização construtivista. É alfabetizadora há 25 anos e atualmente leciona na escola Fernando Borba. Ela recebeu capacitação e assessoria do Geempa para implementar proposta pós-construtivista de ensino na alfabetização e o resultado apresentado mostra o quanto é fabuloso e possível alfabetizar alunos no primeiro ano do ensino fundamental. “Hoje trabalho com uma dinâmica atrativa que é muito eficiente na aprendizagem”, disse. Ela sente-se gratificada com o prêmio, porém sua felicidade maior é no dia a dia perante os progressos dos alunos na leitura e escrita.
A Escola Fernando Borba recebeu um certificado e uma faixa para identificar que ali alfabetizam-se 100% dos alunos.

Coprel comemora 43 anos de fundação

Em 14 de janeiro de 1968 a realidade de milhares de famílias rurais começou a mudar. O desejo de ter mais conforto, segurança e desenvolvimento aliado à coragem de muita gente, fez nascer a Coprel Cooperativa de Energia.
“Quando reuni um grupo pioneiro de homens e mulheres para fundar a Coprel, tudo era um sonho, uma esperança, e nestes 43 anos, a força da energia e a vontade dos cooperantes transfiguram e encantam o meio rural, inovam tecnologias, desenvolvem agroindústrias e semeiam sorrisos de gente feliz,” destaca Olavo Stefanello, fundador e ex- presidente da Coprel.
Hoje, 72 municípios do Estado e mais de 46 mil famílias têm energia porque fazem parte do sistema cooperativista. “Trabalhamos para que a nossa energia movimente a economia do interior, das áreas industriais e urbanas. Investimos em tecnologias, melhorias no sistema elétrico, em atendimento de qualidade, pois queremos que cada cooperante sinta orgulho em fazer parte da história de vida da nossa Coprel,” avalia o presidente Jânio Vital Stefanello.

As mulheres no comando

Na política, no meio empresarial, nos esportes. Não importa o segmento, o mercado aponta para uma tendência clara: cada vez mais, as mulheres estão ocupando lugares de decisão. No Brasil, o número de mulheres no comando das empresas dobrou nos últimos anos. Hoje, 20,5% das companhias têm presidentes do sexo feminino. Há 11 anos, eram 10,3%.

O jogo virou! As mulheres puderam provar que profissionalismo, competência e trabalho bem feito independem do sexo da pessoa. Mesmo ainda sendo minoria, e em muitos casos com salários inferiores, elas ganham cada vez mais o respeito e a confiança dentro das organizações ou entidades. Mesmo ocupando cargos importantes e sendo responsáveis pelos maiores avanços de algumas companhias, ainda existem diferenças. Qualquer proposta feita por uma mulher ainda precisa ser muito mais defendida, apresentada de forma impecável e executada de forma perfeita para que suas ideias sejam respeitadas. É mais ou menos assim: um executivo se engana, uma executiva falha.
Mas este pode ser um ano decisivo com relação a importância feminina no cenário brasileiro. Isso porque o Brasil elegeu uma mulher para a presidência da República. É um grande passo. Na região de Tapejara, as mulheres comandam as Câmaras de Vereadores de cinco municípios (Tapejara, Santa Cecília do Sul, Coxilha, Sananduva e Mato Castelhano).

Cledi Hanel foi reeleita presidente da Câmara de Vereadores de Tapejara pelo segundo ano consecutivo. Ela é a única mulher na bancada legislativa, que conta com nove vereadores. O Jornal Novo Tempo entrevistou a vereadora:
NT- Você acha que a eleição de Dilma como presidente é uma passo importante na luta pela igualdade das mulheres, nos diferentes campos, principalmente na política?Cledi - Sim. É de fundamental importância a eleição de uma presidenta pra que se concretize realmente a igualdade tão pregada ao longo dos anos por homens e mulheres. Acredito que será um avanço histórico no respeito e na compreensão de que sim, a mulher pode tanto quanto o homem.
NT - Como mulher, na presidência do Legislativo, você enfrenta alguma dificuldade ou preconceito?Cledi - Não enfrento dificuldades por que os obstáculos são trasnpassados com bastante preseverança e determinação. Quanto ao preconceito, pode ser inverdade dizer que ele não existe. Porém no meu caso, tenho desconsiderado.
NT - Os homens já acataram com naturalidade, ou ainda demonstram-se resistentes ao comando de uma mulher?Cledi - (Risos) As vezes tenho a impressão de que eles aceitam os comandos de uma mulher com a naturalidade que um ser humano tem ao chupar um limão (Risos). Mas o tempo faz eles naturalmete acostumarem-se ao comando feminino.
NT - O que falta para uma mulher conquistar um espaço maior na sociedade?Cledi - Entendo, que na verdade, nada falta a mulher para ocupar um espaço maior na sociedade. O que falta é só a sociedade aceitar que ela é composta de homens e mulheres. Nada é possível com a falta de um deles. Portanto, os modelos educacionais e culturais devem ser trabalhados neste sentido. Não precisamos estar um passo a frente dos homens, o que precisamos e por isso já temos, é estarmos lado a lado.
NT - Você acha que esta é a década das mulheres?Cledi - Esta é a década em que as mulheres por seu trabalho, compromisso e superação estão atingindo os objetivos buscados a muito tempo. E posso dizer que o crescimento pessoal dos homens também contribui para que nesta década ser as mulheres tenham um destaque maior. A evolução do ser masculino, seja ela financeira, inteclectual ou espiritual dá a nossa sociedade o privilégio de não só se ter o conhecimento de que a mulher é capaz, mas ter também o entendimento de que a mulher é capaz.

A Acisat (Associação Comercial Industrial de Serviços e Agropecuária de Tapejara) terá no comando, em 2011, uma mulher. Roselaine Girardi Roman é formada em Ciências Contábeis com especialização em Recursos Humanos. Atualmente é consultora de empresas, mas já atuou como vendedora, auxiliar administrativo, estatutária na prefeitura de Tapejara, ocupou diversos cargos no Banco do Brasil e foi responsável pelo setor financeiro de uma grande empresa. Roselaine falou ao NT sobre suas metas na Acisat e os avanços femininos em lugares de destaque.
NT – Quais são sua metas para 2011 na presidência da Acisat?Roselaine - Manter os eventos/programas que já são sucesso na entidade e em conjunto com a Diretoria estudar novas formas de prestar serviços que contemplem e beneficiem o maior número de associados possível. A Diretoria eleita é formada por profissionais altamente competentes e conhecedores das necessidades dos nossos empresários tapejarenses, o que possibilitará uma gestão compartilhada e com frutos positivos.
NT - Como você avalia os setores comercial e empresarial de Tapejara?Roselaine - Nosso município é formado por pessoas trabalhadoras, criativas e prósperas. É surpreendente a velocidade com que este município cresce. Com certeza, isso é impulsionado pelos empresários de todos os setores, juntamente com suas equipes de trabalho.
NT - Como mulher, no comando de uma Associação importante para Tapejara, você acha que enfrentará preconceito ou dificuldades?Roselaine - Tenho a certeza de que não enfrentarei esse tipo de obstáculo, pois em toda a minha carreira profissional e nas entidades das quais participei, jamais sofri qualquer preconceito por ser mulher.
NT - Você acha que os homens já acatam com naturalidade os comandos de uma mulher ou ainda fazem “cara feia”?Nem todos os homens aceitam com naturalidade, mas cada vez mais, eles se rendem à capacidade feminina, pelo fato de que as mulheres conquistam seus espaços pelo seu próprio esforço, dedicação e inteligência.
NT - O que falta para a mulher conquistar um espaço maior na sociedade?Acredito que estamos engatinhando nesse sentido, mas esse processo de ocupar o seu espaço é irreversível. Somos produto de uma cultura patriarcal, que foi sendo adotada através dos tempos. Durante anos a mulher foi responsabilizada pelas tarefas domésticas. Era considerada um ser inferior, sem ambições e sem muita capacidade cognitiva. A mulher não participava sequer das decisões e das mudanças que atingiriam a sua vida. A luta da mulher pelo direito ao seu lugar vem crescendo e é muito bom verificar que as novas gerações já apresentam outro comportamento. É importante entender que não é uma guerra para saber quem é o melhor, e sim um movimento para que possamos trabalhar em harmonia, visto que as características entre homens e mulheres se complementam, ao invés de se distanciarem. A partir do momento que em que isso for percebido, acabarão as dificuldades e preconceitos.