terça-feira, 28 de maio de 2013

Protesto contra demarcações

Das 9h as 14h de sexta-feira (24), aproximadamente 1.500 agricultores trancaram um trecho da BR 285, entre Passo Fundo e Lagoa Vermelha, para protestar pelo fim das demarcações de terras consideradas indígenas na região Norte.

Agricultores de Marau, Gentil, Mato Castelhano, Água Santa e Ciríaco levaram tratores e colheitadeiras para a pista, abrindo caminho aos carros a cada meia hora. Todos eles são vítimas dos processos de demarcações de terra que acontecem desde 2009 no Norte do Estado. Muitos já tiveram as análises realizadas pela Funai aprovadas. Outros sabem que a região onde vivem passará pela análise da fundação. Todos temem perder suas terras e o sustento de sua família.

Os indígenas reivindicam cerca de 23 mil hectares na região.As demarcações atingiriam pelo menos 4.600 famílias de agricultores rurais. Ao contrário do que muitos pensam, as demarcações não funcionam como desapropriações. Quando uma terra sofre desapropriação, o valor dela é pago ao seu proprietário. Nas demarcações, os proprietários são expulsos da sua terra, não recebendo nada por elas.

Em todo o Estado, a Funai reivindica aproximadamente 100 mil hectares. Segundo levantamento realizado pelo Sindicato Rural de Passo Fundo, se esse número se confirmar, acredita-se na redução de 20% da produção agrícola do RS.

Junta médica presta atendimento a portadores da doença de Fabry em Tapejara

A doença de Fabry (também conhecida como doença de Anderson-Fabry) é uma doença de depósito lisossômico (DDL), genética e de caráter progressivo causada pela deficiência ou ausência de uma enzima lisossômica, a alfa-galactosidase A.

A deficiência de Alfa-galactosidase A leva a uma ampla gama de sintomas em muitos órgãos, inclusive coração, rins, cérebro e pele, levando muitas vezes a graves manifestações em um ou mais sistemas e finalmente a morte do paciente.

A região de Tapejara é a que concentra, proporcionalmente, o maior número de portadores de Fabry no Brasil. Um estudo foi iniciado em 2005 pela Geneticista e Professora da Universidade Federal de São Paulo, Ana Maria Martins, que passou a acompanhar a família Slongo, que possui um grande número de pessoas portadoras da doença.

Em abril de 2012, a médica retonou ao município juntamente com uma equipe de médicos composta por um neurologista, cardiologista e nefrologista. Eles analisaram e consultaram 60 pacientes da região. Na época, o caso de cada paciente foi analisado individualmente e foram sugeridos tratamentos específicos para os sintomas apresentados.

Na terça-feira (14) a equipe retornou a Tapejara, onde permaneceu por três dias, fazendo uma nova avaliação de 34 pacientes que haviam consultado no ano passado. "Tivemos boas respostas", informou a geneticista Ana Maria. Os especialistas se reuniram ao fim de cada dia para analisar todos os históricos de pacientes consultados e chegaram à conclusão que muitos avanços ocorreram. "A dor, que sempre foi o principal sintoma, desapareceu em vários portadores", disse a médica.

A doença de Fabry é crônica, genética e progressiva, que pode ser diagnosticada nos primeiros meses de vida e apresenta os primeiros sintomas por volta dos 9 anos, comprometendo, a partir dos 20 anos, órgãos nobres do corpo humano como o cérebro, coração e rins.

Na região de Tapejara o alto índice de portadores da doença é explicado por conta do número elevado de descendentes de cada família. "Há alguns anos, as pessoas tinham em torno de 10 filhos, então, se um pai ou mãe tivesse esse cromossomo X com a informação incorreta, a chance desse cromossomo X ter ido com a informação incorreta para os filhos é grande porque ela é de 50%, ou seja, ou vai X correto ou não vai, por isso, temos aqui na região muitos casos com a doença" – esclarece a geneticista Ana Maria.

O tratamento da doença é feito por medicações administradas via oral e injeções de reposição da enzima deficiente. No Hospital Santo Antônio de Tapejara existe um centro de tratamento, com um quarto destinado exclusivamente para os portadores de Fabry. Depois da visita dos médicos especialistas, em 2012, o número de internações diminuiu.

As informações recolhidas pelos profissionais durante as avaliações feitas em Tapejara são depositadas em um banco mundial de dados sobre a doença. Este banco de dados é montado por médicos especializados, que coletam informações sobre o paciente para saber como está a evolução e os sintomas da doença, além disso, é uma forma positiva de esclarecer as dúvidas dos próprios médicos sobre a patologia.

Violência e exploração sexual: um desafio

Preservar a integridade das crianças e adolescentes em relação ao abuso ou exploração sexual é um dever de toda a sociedade. E para isso é preciso denunciar, através do Disk 100 ou Conselho Tutelar (3344-2911), qualquer suspeita de abuso ou exploração contra os menores.

Conforme os conselheiros tutelares Rafael Spagnol e Roberto Stein, apenas neste ano cerca de 15 casos suspeitas foram registrados no Conselho Tutelar de Tapejara. "Essas denúncias chegam através de telefonemas anônimos, algum familiar que nos procura ou por intermédio da escola, quando os professores percebem mudanças no comportamento de alguma criança", explica Spagnol.

Segundo os conselheiros o número de casos registrados no Conselho não reflete a realidade do município, pois sabe-se que muitas pessoas procuram diretamente a polícia ou "resolvem" a situação, sem buscar auxílio de nenhum órgão. "Depende muito da criança a disposição para falar. Elas chegam bloqueadas para conversar a respeito do caso ou sobre seu problema e isso demanda tempo de conquista e conversa, onde contamos com o auxílio de psicólogos", explica Stein. Equanto os conselheiros acompanham a família com audiências, visitas e interrogatórios, os profissinais da psicologia fazem o trabalho com as crianças ou adolescentes. Quando os casos são concluídos pela equipe, são encaminhados para a delegacia, para que as providências e cumprimento da lei sejam praticados.

Segundo Spagnol, o caso de abuso é disseminado entre crianças e adolescentes, com casos de crianças pequenas a adolescentes, sendo que a maior incidência é intra familiar. "Quem deveria ser o cuidador é quem está promovendo o abuso. Há um grande número de pais, padrastos e geralmente predomina o abusador do sexo masculino, além da pessoa em que a criança confia ou está vinculada ao grupo familiar", explica ele.


Relatos
De acordo com o conselheiro Rafael Spagnol, os principais relatos das crianças trazem basicamente questões de abuso envolvendo pessoas próximas. "A maioria traz muito medo, revolta e ansiedade, por que muitas vezes o suspeito é da família e eles tem receio de que a pessoa possa fazer mal. Outras vezes é essa pessoa que mantém a família e ela saindo de casa, pode passar a faltar coisas para as necessidades básicas. Ou em outras, essa pessoa ameaça a mãe", explica o conselheiro, que comenta que por esses motivos, as crianças vítimas de abuso são muito receosas e tímidas, mas com o tempo vão relatando suas histórias. "A criança vítima de abuso tem muito medo, evita contato. Se for dar um abraço, ela evita o abraço, é muito desconfiada", observa.

Mesmo vivenciando no dia a dia atos de violência e outras práticas que ferem os direitos das crianças e adolescentes, os conselheiros não deixam de se emocionar com alguns relatos que chegam ao órgão. Um exemplo, que aconteceu nos últimos dias, é de uma menina de três anos que estava sendo abusada sexualmente pelo avô paterno. A suspeita partiu da mãe da criança, mas o pai lutava em acreditar, pois a acusação pesava contra seu próprio pai. Depois de sessões com a psicóloga, a criança contou claramente o que acontecia e, juntadas as provas, o caso foi encaminhado à justiça.

Embora na maioria dos casos a vítima é menina, também existem casos de violência sexual contra meninos. Recentemente chegou ao Conselho Tutelar a denúncia de dois irmãos, de 7 e 9 anos, que estavam sendo abusados pelo padrasto. Veja, abaixo, gráfico fornecido pelo Conselho Tutelar, que retrata o perfil dos agressores:


Violência deixa marcas profundas

Para abordar um assunto de imensa seriedade e gravidade, em primeiro momento é necessário esclarecer os fatores que determinam o abuso sexual contra a criança e adolescente. O abuso sexual é uma situação em que a criança ou o adolescente é usado para gratificar o prazer sexual de um adulto ou até de um adolescente mais velho.

Inicialmente o abusador busca seduzir sua vítima com ‘iscas’ premeditadas, logo a domina através de uma relação de poder. Caracteriza-se o abuso sexual desde carícias nos órgãos genitais, pornografia, masturbação na presença da criança, o voyeurismo (manifesta-se de várias formas, embora uma das características-chave é que o indivíduo não interage com o objeto, por vezes, a vítima não sabe que está sendo observada, em vez disso, observa-o tipicamente a uma relativa distância, talvez escondido, o que servirá de estímulo para a masturbação, durante ou após a observação), a exploração sexual e até o ato sexual com ou sem penetração, com ou sem violência.

Este agressor em contato com a vítima tortura-a com pressões/agressões psicológicas, ameaçando-a de morte ou surras. Também recompensam a vítima com dinheiro, brinquedos, doces, entre outros atrativos, para que a mesma continue silenciando tais vivências e se sinta seduzida, envolvida com o abusador.

As crianças e adolescentes abusados sexualmente, podem não apresentar violência física (vestígios de hematomas), para que o agressor não seja descoberto, e deste modo continue satisfazendo suas perversões. As vítimas são ameaçadas para que mantenham o silêncio, entretanto, antes destes temores, elas são conquistadas e ganham confiança e afeto daquele que abusa.

Outra circunstância, de acordo com Azevedo, (2001) é quando o abusador goza de prestígio social, caso mais comum do que se imagina. Essas pessoas aparentemente respeitáveis acabam por manipular a situação de tal modo, que ficam parecendo vítimas de uma cilada e não os culpados.

A criança que sofre dessa violência física e psicológica é atraída exclusivamente para objeto de prazer sexual. É evidente que esta violência deixa marcas profundas no psiquismo das vítimas. Quanto mais tardar a descoberta, mais difícil será para a vítima revelar o abuso, pois acabam condicionadas pelo medo das ameaças, além de pensarem que se revelarem tal segredo será vista como cumplice e culpada. Nada estranho sentirem este sentimento, pois é o que o abusador constrói em seu psicológico.

Mesmo que a violência sexual não venha de um membro da família, os prejuízos psíquicos são de mesma gravidade. A criança que quebra o segredo, deverá sempre ser acolhida e direcionada a realizar psicoterapia/análise/terapia com um psicólogo, o que proporcionará melhorias nas sequelas psíquicas e físicas frente aos sintomas do trauma. Outras vezes só conseguirá verbalizar o abuso em tratamento psicológico, quando um responsável a leva por motivos de mau comportamento.

Com o tratamento psicológico, os pais também se fortalecem e podem, então, dar ao filho o apoio de que ele tanto precisa. A terapia em ambos, pais e filho, permitirá lentamente a reconstrução psíquica frente os danos sofridos desta violência devastadora.

Quando a vítima revela tal vivencia terá de enfrentar um turbilhão de sensações advindas do trauma causado, onde o psicólogo ajudará este paciente a visualizar, aos poucos, que ela nunca foi culpada ou cumplice. As cicatrizes irão diminuir, e sua vida não se estacionará por conta do trauma sofrido, tendo a oportunidade de reconstruir aquilo que mutilou seu emocional.

O abuso sexual pode gerar nas vítimas sentimentos ambíguos, conflituosos, como repulsa do agressor e, ao mesmo tempo, diante da sedução conduzida e vivida, poderá sentir piedade e solidariedade do mesmo. Ainda pode tentar apaziguar os fatos pelo temor de que as ameaças sobrevenham, por isso o dano adjetiva-se com vasta gravidade no psicológico da criança ou adolescente.

O manejo para romper e prevenir o abuso sexual é por meio de um maior preparo, não somente aos psicólogos, mas também aos pedagogos, professores, médicos e outros profissionais. Também, promover mais a população sobre esclarecimentos dos sinais e sintomas que a criança possa vir a apresentar.

Conforme a literatura especializada, alguns dos sintomas que a criança pode apresentar, ou seja, surgem alterações bruscas no seu comportamento habitual:

- Alteração do sono: agitação noturna; recusa para dormir; pesadelos;

- Alterações alimentares: falta de apetite; rejeição por certos alimentos que comia normalmente; enjoos; vômitos;

- Alterações comportamentais e psicológicas: agressividade; rebeldia; raiva; medos; isolamento; choro sem causa aparente ou sem justificativa apropriada; masturbação; urinar nas calças ou voltar a fazer xixi na cama; temor para defecar; mostrar-se vigilante com o que se passa ao seu redor; rejeição de certas pessoas ou animais; queixa de dores; desconfiança, autoestima rebaixada; negar-se a ir à escola; Alterações cognitivas: queda no aprendizado; ansiedade; depressão; pânico;

Diante das ameaças e seduções do abusador, a criança ou adolescente perde a confiança nas pessoas, sente medo, e assim silencia os fatos, sofrendo calada. Uma dica é sempre ouvir o que a criança tem a dizer, principalmente em ‘entrelinhas’ nas suas queixas e atentar-se com eventuais mudanças de comportamento.





Cintia Quissini - psicóloga

cintia_quissini@yahoo.com.br
 
 
 
 
 

Ex-procurador jurídico do município é condenado por peculato

O ex-procurador jurídico do Município de Tapejara, Gilnei José Fontana, foi condenado pela justiça local a pena de 10 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa (aproximadamente R$ 5.650,00) por crime de peculato, crime previsto no artigo 312 do Código Penal que consiste em apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.

Em 2011, o Ministério Público local denunciou Gilnei à Justiça referindo que, entre os dias 23 de março de 2005 e 10 de outubro de 2008, na sede da Prefeitura Municipal de Tapejara, o procurador jurídico apropriou-se de dinheiro público, no valor total de R$ 501.064,77, de que tinha a posse em razão do cargo público que ocupava. Consta na denúncia que, no período acima referido, Gilnei apropriou-se do valor mencionado, mediante a reiteração da seguinte conduta: na condição de consultor jurídico do Município, Gilnei comunicava à Secretaria da Fazenda da necessidade de efetuar o pagamento de supostas despesas judiciais, relativamente a processos que tramitavam na Justiça, em que o Município era parte, apresentando, pessoalmente ou através de sua assistente, guias de pagamento elaboradas pelo mesmo. Em algumas ocasiões, sequer apresentava as guias de pagamento, apenas informava o número do processo e o valor que dizia ser necessário para pagamento de supostas despesas processuais. Lavrada nota de empenho para pagamento da suposta despesa judicial, Gilnei recebia, pessoalmente ou através de sua secretária, um cheque ao portador, nominado à Prefeitura Municipal e endossado no verso, pelo prefeito Municipal. Entretanto, Gilnei não efetuava o pagamento das despesas processuais, que na realidade não existiam, e apropriava-se do dinheiro recebido, enviando à Secretaria da Fazenda fotocópia da respectiva guia de pagamento, falsamente autenticada.

Na sentença, a Juíza da Comarca de Tapejara, Dra. Lilian Raquel Bozza Pianezzola, após analisar os 156 fatos de peculato apontados na denúncia oferecida pelo Ministério Público e as 3260 folhas do processo, entendeu que restaram provados 148 crimes praticados por Gilnei quando exerceu o cargo de procurador jurídico do Município, mediante falsificação de guias de arrecadação para pagamento de custas judiciais, apropriando-se de dinheiro público no montante aproximado de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Segundo a sentença, Gilnei confeccionava guias de custas do Poder Judiciário, seja na esfera estadual, federal ou trabalhista, solicitava o empenho e recebia os cheques ou valores em espécie. Após, na maioria dos casos, falsificava a autenticação de pagamento e entregava a guia falsamente paga à tesouraria do município. Segundo a Juíza, o réu violou a boa-fé e, por diversas vezes, lançou custas processuais, tendo o Município de Tapejara como pagador, em processos em que as custas haviam sido pagas por outras partes, ou seja, movimentou por anos a máquina e o dinheiro público em seu favor, apropriando-se de valores pertencentes ao Município de Tapejara. Também constou que o réu utilizou diversas artimanhas para apropriação dos valores públicos. Por vezes pagou custas em um montante inferior, apropriando-se da diferença em relação ao montante empenhado. Outras vezes falsificou guias e autenticações de pagamentos, utilizando-se, inclusive, de depósitos e saques de contas pessoais para criar uma autenticação inverídica. Efetuou, assim, uma verdadeira montagem nas guias que foram apresentadas ao Município de Tapejara para justificar o empenho realizado e a liberação dos valores pela Secretaria da Fazenda.

Na fixação da pena, considerou-se que o réu praticou os crimes em concurso continuado, devendo ser aplicada a pena de um dos delitos acrescida de 2/3, restando fixada em 10 anos de reclusão.

Gilnei poderá recorrer ao Tribunal de Justiça buscando sua absolvição ou redução da pena, assim como o Ministério Público também poderá recorrer para buscar o aumento da pena fixada na sentença.

Além do processo criminal, Gilnei foi condenado em processo cível a devolver aos cofres públicos todo o dinheiro do qual se apropriou. Também cabe recurso desta decisão.

O que preciso para fazer uma reforma?

Quando alguém quer fazer uma reforma numa casa, o que é necessário?

1) É necessário um construtor e um projeto;

2) Precisa das ferramentas;

3) Material para reforma.

Qual é a atitude que devemos tomar?

1) Quebrar aquilo que precisa ser mudado;

2) Retirar o entulho;

3) Começar a fazer aquilo que precisa ser mudado;

4) O último passo é pintar a casa dando assim o acabamento.

Na nossa vida espiritual nós precisamos também sempre fazer uma reforma.
O projeto de Deus para a nossa vida é que sejamos segundo a imagem de Jesus Cristo.
Para isso precisamos aperfeiçoarmos cada vez mais, abandonar o pecado e viver como Cristo viveu.

1) O construtor e o projeto para essa reforma é o Senhor Jesus.

2) As ferramentas para essa reforma são a Bíblia, a oração e o culto a Deus.

3) O material para nossa obra é a nossa vida.

Deus planejou uma reforma tremenda, mas só a realizará se você deixar!
Deus nos criou e sabe de tudo sobre a nossa vida. Por isso podemos confiar nEle totalmente, deixar que ele sonde a nossa vida, mostrando-nos onde precisamos mudar: o nosso jeito de falar, agir e de pensar, tudo para que vivamos uma vida correta.

Em resumo, se Cristo não for o construtor principal, o Mestre de Obras da nossa vida, não haverá verdadeira reforma; no máximo, uma pintura para esconder o que de mais pecaminoso há em cada um de nós!




Para refletir: "Os pregos do mau caráter"


Uma história que nos convida a viver sempre na graça de Deus.

Esta é a história de um jovem que tinha um caráter muito mau. Seu pai lhe deu um pacote de pregos e lhe disse que cada vez que perdesse a paciência, deveria pregar um prego atrás da porta. Rapidamente a porta ficava repleta de pregos. Porém, à medida que ia aprendendo a controlar o seu gênio, colocava cada vez menos pregos atrás da porta. Descobriu que podia controlar o seu gênio, pois a ação de pregar o fazia refletir sobre sua má atitude.

Chegou finalmente o dia em que pode controlar seu caráter e já não tinha motivo para pregar. Depois de informar ao seu pai, ele sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguisse controlar seu caráter. Os dias passaram e o jovem pode finalmente anunciar ao seu pai que não havia mais pregos que retirar da porta. Seu pai lhe disse:

"Você trabalhou duro meu filho, mas olha todos estes furos na porta. Nunca mais será a mesma. Cada vez que você perde a paciência, deixa cicatrizes exatamente iguais às que você vê aqui. Você pode insultar uma pessoa e retirar o que disse, mas a ferida permanece e o mal se espalha. Uma ofensa verbal é tão prejudicial como uma ofensa física. Agora é preciso trabalhar muito mais para que a porta fique como nova. Você deve reparar cada furo e dificilmente conseguirá que fique como antes".

Não basta deixar de pecar. Deve-se reparar. Tudo pode ser curado com a graça de Deus, mas requer muito sacrifício e reparação. As feridas que o pecado deixa requerem como remédio a cruz.





Celso Martins

Pastor da 2ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Tapejara



Extinta ação contra a prefeita Jusene

Na quarta-feira (22), foi extinta a Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida pelo PMDB contra Jusene Consoladora Peruzzo, prefeita de Santa Cecília do Sul, seu vice João Pelissaro e outras nove pessoas.

Na ação, o PMDB postulava a cassação do mandato da prefeita, argumentando que a mesma se elegeu utilizando-se de abuso do poder econômico e compra de votos.

Depois de notiticados os representados, os mesmos alegaram cerceamento de defesa porque não receberam, com a notificação, cópias de todos os documentos e mídias que acompanharam a petição inicial da ação, conforme determina o artigo 22, I, "a", da Lei Complementar 64/90.

A Juíza Eleitoral, acolhendo as alegações da defesa e o parecer do Ministério Público Eleitoral, reconheceu a nulidade absoluta do processo, a partir da notificação dos representados, e determinou que o processo reiniciasse. Foi aberto prazo para que o PMDB, autor da ação, apresentasse todas as cópias dos documentos e mídias a fim de serem entregues aos representados, para regularizar a ação, conforme determina o artigo 22, I, "a", da LC 64/90, visando o prosseguimento até o final.

Intimado da decisão, o partido representante não apresentou os documentos e mídias necessários para o prosseguimento da ação. Assim, a ação foi julgada extinta, sem análise do mérito, pois, conforme consta da decisão que extinguiu o processo, " era ônus do autor providenciar as cópias dos documentos e mídias, conforme determinado pelo Juízo e conforme determina o artigo 22, I, "a", da LC 64/90, não cabendo à Justiça Eleitoral tal proceder. Embora exista o interesse público na presente ação, cabe ao autor providenciar as cópias necessárias da petição inicial, documentos e mídias, para a notificação regular dos representados. Assim, verifica-se que a inércia do autor, devidamente intimado (fl. 505), dá azo ao indeferimento da petição inicial."

Cabe recurso da decisão.

Com 107% de eleitores, Santa Cecília do Sul terá revisão eleitoral

Em reunião realizada na sexta-feira (17) na sala de audiências do Fórum, a juiza Lilian Raquel Bozza Pianezzola informou que o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) determinou a revisão do eleitorado do município de Santa Cecília do Sul. Este recadastro será efetuado no período de 17 de junho a 1º de outubro, pelo sistema biométrico. Todos os eleitores do município deverão procurar o cartório eleitoral, em Tapejara, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19 horas. A Administração Municipal deverá disponibilizar ônibus para transportar os eleitores. Para isso será elaborado um cronograma que vai ser amplamente divulgado pelos meios de comunicação.

O objetivo principal é moralizar o sistema, sendo que só poderão ter vínculo eleitoral com o município pessoas que preenchem todos os requisitos determinados pela Justiça Eleitoral. De acordo com a juíza Lilian, esta é a hora de apertar o cerco para fazer um recadastro sério. "É uma reivindicação antiga dos moradores deste município. Se há maior número de eleitores que de população, vamos corrigir isso", afirmou. Conforme informações do chefe do Cartório, Pedro Wagner, o número de eleitores santacecilienses ultrapassa em 7% o número populacional.

A juíza informou, ainda, que inscrições fraudulentas podem ser impugnadas. O promotor de justiça, Márcio Schenato, sugeriu que os partidos políticos mantenham, neste período, delegados para fiscalizar tentativas de fraude e mover ações de impugnação caso haja necessidade. Porém, toda ação de impugnação deve conter provas.




Documentos
O eleitor deverá procurar o Cartório munido de: documento que comprove sua identidade; passaporte e carteira de motorista, quando apresentados, devem ser complementados por outro documento devido a não conter registro de filiação e a nacionalidade; título eleitoral; comprovante de domicílio que permita aferir se o eleitor é residente no município, ou que tenha vínculo profissional, patrimonial ou comunitário: contas de luz, água ou telefone, nota fiscal ou envelope de correspondência, desde que emitidos em até 3 meses anteriores ao atendimento; no caso de Santa Cecília do Sul, as contas de água são emitidas pelo município, então será solicitado reforço documental para comprovar endereço.

No processo revisional será efetuada a conferência dos dados contidos no cadastro eleitoral como os documentos apresentados pelo eleitor, será feita uma fotografia digital e, por meio de leitor óptico, suas impressões digitais dos dez dedos e assinatura digitalizada. Por se tratar de um processo demorado, o Cartório estima que poderão ser realizados somente 50 atendimentos/dia, por isso a população deve obedecer o cronograma que será desenvolvido.

Estiveram presentes na reunião, a juíza Lilian B. Pianezzola, o promotor Márcio Schenato, os servidores do Cartório Eleitoral Pedro Wagner e Itacir Spagnol, a prefeita de Santa Cecília do Sul, Jusene Peruzo e representantes dos partidos do município.